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Massa assume vice-liderança pela 1ª vez em seis anos na F-1

maio 12, 2008 · 1 Comentário

Felipe Massa já conhecia o roteiro. E ontem, mais uma vez, o seguiu à risca. Largou da pole e venceu pela terceira vez consecutiva o GP da Turquia.

Desta vez, porém, a vitória teve sabor especial. Não só pela dificuldade da corrida –a mais emocionante da temporada até aqui–, que exigiu que o ferrarista guiasse no limite durante as 58 voltas, mas também porque o devolveu, de fato, à disputa pelo título do campeonato.

Com a segunda vitória em 2008, assumiu pela primeira vez em seis anos na categoria a vice-liderança de um Mundial de Pilotos. Apesar de Lewis Hamilton, segundo colocado em Istambul, ter os mesmos 28 pontos, o brasileiro leva vantagem por ter um triunfo a mais que o adversário da McLaren.

Kimi Raikkonen, que completou o pódio da quinta etapa do campeonato, continua na liderança. Mas viu sua vantagem cair de 11 para sete pontos.

O resultado abre a chance de Massa alcançar a liderança já no próximo GP, Mônaco. Desde 1993, curiosamente lá mesmo, no principado, que um brasileiro não lidera o Mundial –na ocasião, Ayrton Senna.

“É uma emoção sensacional vencer aqui pela terceira vez seguida, no mesmo lugar em que ganhei pela primeira vez. Acho que agora já posso até ganhar um passaporte turco”, brincou um radiante Massa.

“Foi uma corrida muito difícil, em que estive no limite do começo ao fim, já que a McLaren se mostrou bastante forte. Mas mesmo assim foi demais, a gente fez tudo certinho”, falou.

Tão certinho que ontem ele conseguiu igualar uma marca de seu ex-companheiro de Ferrari e mentor, Michael Schumacher. O heptacampeão havia sido o último piloto a ganhar um mesmo GP por três ou mais anos seguidos –venceu em Indianápolis de 2003 a 2006.

O triunfo também coroou a recuperação meteórica de Massa nas últimas três provas.

Questionado após não completar as duas primeiras etapas do campeonato –a imprensa italiana chegou a dizer que perderia sua vaga para o Sebastian Vettel em 2009–, venceu duas vezes (Bahrein e Turquia) e foi o segundo em Barcelona. Com isso, é o piloto com melhor desempenho neste período.

“O resultado foi sensacional para mim, não só porque ganhei pontos importantes, mas também porque mostrei que posso ser competitivo em qualquer lugar”, disse o piloto, que comemorou muito no pódio, sempre com três dedos erguidos pelas três vitórias na Turquia, e foi observado de perto por familiares: o pai, Luiz Antônio, a mãe, Ana, a mulher, Rafaella, e a irmã, Fernanda.

Empolgado, cantou trechos do hino italiano para delírio dos membros da Ferrari que vibravam a cada gesto de seu piloto. No momento de receber o troféu, ainda ganhou um coro especial deles para dar seu tradicional pulo do alto do pódio.

“Bom, estou lá. Estou na briga”, comemorou o ferrarista. “Claro que o campeonato está muito apertado, mas estou muito feliz por ter reduzido um pouco a diferença para o Kimi [era de 11 pontos] e ter empatado com o Lewis”, declarou.

“Agora é me concentrar nas próximas corridas, porque nem sempre é possível vencer. O importante é marcar pontos, e não importa se você chega em primeiro, terceiro ou quinto lugar. E aí nas últimas três etapas vamos ver quem tem mais chances de ser campeão.”

 

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