O secretário do Partido Comunista de Kashgar (China), Shi Dagang, disse nesta terça-feira que a polícia prendeu 18 terroristas estrangeiros na região. Ontem, um ataque a um grupo de policiais que deixou 16 mortos e 16 feridos. Dois suspeitos foram presos –de acordo com o governo, os dois são do grupo muçulmano uigur.
“É evidente que esses elementos querem iniciar uma guerra violenta e psicológica contra os Jogos”, declarou o secretário. “Querem que 2008 seja um ano de dor para a China.”
Depois do ataque, a segurança foi reforçada. Na site do Governo de Xinjiang consta que há ao menos um policial armado dentro de cada ônibus da capital regional, Urumqi. Os policiais possuem ainda dispositivos de gás lacrimogêneo e podem registrar passageiros, se julgarem necessário, informou o site Tianshan.com.
O cerco pela segurança em Xinjiang já provocou incidentes. Ontem, dois jornalistas japoneses –o repórter da rede Nippon Shinji Katsuta, 37, e o fotógrafo Masami Kawakita, 38, do diário “Chunichi Shimbun”– foram capturados e agredidos por forças paramilitares quando cobriam o atentado contra os policiais.
Em Pequim, policiais realizam blitze nas entradas da cidade. Os jornalistas que querem fazer entrevistas na praça Tiananmen, agora, devem ser escoltados.
Suspeitos
Conforme afirmou a Administração de Segurança Pública de Xinjiang à agência oficial Xinhua, com os dois homens presos suspeitos de ter cometido o ataque a policiais foram encontrados uma pistola de fabricação caseira e nove explosivos. Os explosivos seriam iguais aos achados em janeiro de 2007 em uma ação anti-terrorista que deixou 19 suspeitos mortos.
Na ocasião, Pequim afirmou que o grupo era do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, que o Exército chinês apontou semana passada como principal ameaça terrorista aos Jogos. De acordo com o jornal “South China Morning Post”, para Dilxadi Rexiti, porta-voz no exílio do Centro de Informação do Turquestão Oriental, atribuir a ação “não tem fundamento”. “Não acho que se trate de um complô terrorista”, disse.
Começa hoje aqui em São Paulo o Anima Mundi 2008, o 16o festival internacional de animação do Brasil.
Quem se interessar, ele acontece no Memorial da América Latina e terá 4 dias de duração.
Bom, vai ai uma amostra da mostra (desculpa pelo trocadilho, não me contive)
O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Federal cruzou as informações obtidas pela fiscalização do Banco Central no Opportunity – que resultou em processo administrativo, como revelou ontem o Estado – com dados do disco rígido do banco apreendido pela Operação Chacal, em 2004, e encontrou uma triangulação característica de “lavagem de dinheiro”. A partir de uma conta do banqueiro Daniel Dantas, R$ 37 milhões tiveram como destino uma empresa cujo principal sócio é o Opportunity Fund, baseado nas Ilhas Cayman, que seria controlado pelo próprio Dantas.
Segundo relatório do IC, a empresa Topázio Participações Ltda. recebeu de Dantas, em 29 de maio de 2005, um crédito de R$ 37.690.000. Na mesma data, a Topázio transferiu R$ 37.415.589,00 para a empresa Parcom Participações S/A, cujos principais sócios, conforme organograma obtido pelos agentes federais, são o Opportunity Fund e a Fortpart S/A. Com isso, o dinheiro de Dantas, que seria de origem ilícita, teria sido lavado e retornado indiretamente às suas mãos.
A Parcom e a Fortpart são consideradas pela PF “empresas de prateleira”, e tinham como diretora Verônica Dantas, irmã de Daniel.
As conclusões do IC sobre a transação realizada por Dantas partem da premissa obtida por meio da fiscalização do Banco Central. Em sua Avaliação de Controles Internos e Compliance (ACIC) no Banco Opportunity, feita no primeiro semestre do ano passado, a autarquia comprovou que as falhas no controle interno do banco contra lavagem de dinheiro têm relação exclusiva com a família Dantas e funcionários do Opportunity.
De acordo com o documento, “estão excluídas de monitoramento do ?Sistema PDLD? (Prevenção de Detecção de Lavagem de Dinheiro) quaisquer operações realizadas pelos funcionários, diretores, familiares e empresas ligadas ao Banco Opportunity, bem como as realizadas pelas pessoas físicas e jurídicas das empresas ligadas à marca Opportunity da família Dantas”.
A PF aponta, ainda, que houve omissão de executivos do banco em relação às operações de Dantas e seus familiares. Segundo o Instituto de Criminalística, os responsáveis pelo controle interno não comunicaram as movimentações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), contrariando regra do Banco Central. A omissão dos executivos estaria relacionada, segundo documento da autarquia, a um “conflito de interesses”.
?MANIPULAÇÃO?
O IC assevera que o Opportunity “manipula” as ferramentas de controle de prevenção a crimes de lavagem de dinheiro porque mantém, dentro da própria instituição, “procuradores para várias contas de supostos ?clientes?”.
Um questionário anexado ao relatório da Satiagraha, remetido pelo BC ao Opportunity, comprova a partir das respostas assinadas por Ferman que o banco não avisou a autarquia de operações suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em capítulo intitulado Sobre as comunicações do Banco ao BACEN de acordo com a Circular nº 2.852 e a Carta Circular nº 2.826″ – documentos relativos à prevenção da lavagem de dinheiro – Ferman confirma que não houve comunicação ao BC sobre ocorrências suspeitas, apesar da existência, de acordo com outro capítulo do questionário, de um sistema informatizado no Opportunity para detectá-las.
O grupo Opportunity não comenta informações do inquérito por orientação de seus advogados. O advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, foi procurado, mas não retornou as ligações.
Salários mais altos são 23,5 vezes maiores que os mais baixos, ante 27,3 vezes em 2003
O abismo que separa os mais altos salários pagos no País das remunerações mais baixas diminuiu um pouco nos últimos cinco anos, segundo mostra estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em 2003, os rendimentos mais altos eram 27,3 vezes maiores do que os salários mais baixos. No ano passado, essa proporção havia caído para 23,5 vezes. Ou seja, apesar do avanço os rendimentos do trabalho continuam mal distribuídos.
“Houve melhora (na distribuição da renda), mas ainda estamos longe de um País menos injusto”, declarou o presidente do instituto, o economista Márcio Pochmann.
O Ipea usou dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que todos os meses faz o levantamento da situação do mercado formal de trabalho em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador).
Os números do IBGE mostram que entre 2003 e 2007 houve o crescimento de 22% da renda média dos mais pobres, ante um aumento de apenas 4,9% na renda média dos ocupados com maior remuneração.
Márcio Pochmann atribuiu esse desempenho de diminuição da desigualdade à política de reajuste real do salário mínimo implantada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 2004 e às políticas de transferência de renda, como os benefícios concedidos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) com valores de salário mínimo.
“Entre os 40% mais pobres do País essa política foi fundamental para a recuperação do poder aquisitivo”, completou Pochmann.
Essas políticas influenciaram, segundo o Ipea, o índice Gini – medidor internacional de desigualdade de renda em um país, que varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, maior a desigualdade, quanto mais perto de zero, menor. Em 2003, o índice brasileiro era de 0,53 ponto. No primeiro trimestre deste ano, o índice já havia recuado para 0,50 ponto.
As projeções do Ipea apontam para um índice de 0,49 ponto em 2010, se for mantido o crescimento econômico em torno de 5% ao ano até lá.
Pochmann reconheceu que uma taxa de inflação crescente pode atrapalhar essa trajetória, bem como as políticas de combate à inflação, como elevação de juros. “Mas inflação é algo muito prejudicial”, comentou.
PARTICIPAÇÃO NO PIB
Embora tenham se reduzido as diferenças salariais, o Ipea destacou que continua praticamente sem mudanças a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB ) do País.
Pochmann informou que, em 2003, os rendimentos do trabalho assalariado representavam 39,8% do PIB nacional. No ano passado, essa proporção caiu para 39,1%. “Nos anos 50, essa participação chegava a 50%”, observou o economista.
Se o crescimento do PIB se mantiver em 5% nos próximos anos, o Ipea projeta um crescimento de 14% nessa participação até 2010, o que levaria o porcentual frente ao PIB um pouco superior ao nível identificado em 2003.
Esse é o novo site do Caetano Veloso, sobre seu novo show. Muito bacana!
A concepção
“O ponto de partida foi desenvolver os tratamentos do ritmo de samba na guitarra elétrica, sugerido pelo modo como Pedro Sá cria “riffs” com sonoridades refinadas. As novas composições, em que comecei a trabalhar no verão em Salvador, serão concebidas tendo em vista esses experimentos rítmicos. Meu desejo é ir mostrando semanalmente o progresso desse trabalho. Não se trata, porém, de ensaios abertos. São shows.”
A seleção das músicas
“O repertório de uma noite nunca será idêntico ao de outra. Mas os números serão apresentados como números prontos para serem curtidos pelas platéias. Esse repertório inclui canções muito conhecidas e canções pouco conhecidas da minha carreira; canções de autores da história da música popular brasileira (mas não só) que se mostrem pertinentes ao projeto; canções do disco “Cê” (a banda existe por causa dele e essa assinatura tem de aparecer); e, finalmente, canções novas que são a razão de ser do projeto. Essas serão, digamos, duas ou três nas primeiras noites e deverão ir crescendo de número.”
O público
“Claro que conto com o interesse de um grupo, talvez pequeno, que acompanhará o progresso desse trabalho. Algumas pessoas podem voltar de vez em quando para ver como andam as coisas. Mas o público poderá ser predominantemente aquele que gosta de música e vai a concertos com freqüência.”
Novo CD
“No fim da temporada, já teremos o repertório para um novo disco, que seria gravado logo, talvez ao vivo, ali mesmo onde tudo foi se construindo. Mas isso não quer dizer que os últimos shows se comporiam exclusivamente do novo repertório. Um disco pode ter 10, 12 faixas; um show, 22 músicas. E nós não faríamos o novo repertório todo sempre. Apenas na(s) noite(s) de gravação (se decidirmos por gravar ao vivo) tocaríamos todo o novo repertório. Nas outras noites, teríamos sempre um show variado e animado, inclusive contando com a possibilidade de algumas das novas canções serem cantáveis pela platéia, a despeito do ousado teor experimental de abordar o samba com um trio de rock moderno. A decisão é ir, por esse meio, mais longe do que já fomos em “Cê”, na criação de um som novo e nosso.”
O Grito de Munch foi roubado em 2004 e recuperado em 2006 com sérios danos
A polícia avisou o Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol) e os aeroportos e portos sobre o crime
A polícia de São Paulo acredita que o roubo ocorrido na quinta-feira, 12, de quatro obras de arte do acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky, expostas na Estação Pinacoteca, na Luz, tenha sido encomendado. O delegado Youssef Abou Chahin, diretor do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), afirmou que os criminosos sabiam nominalmente que obras levariam. A polícia avisou o Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol) e os aeroportos e portos sobre o crime, com a finalidade de fechar o cerco contra os bandidos.
“Ao lado das telas que eles levaram havia obras mais caras”, disse Chahin. ”Não sabemos se as obras irão ficar no Brasil”. A funcionária Wenna Moura disse que os criminosos perguntaram nominalmente pelas obras. Nesta sexta-feira, 13, as imagens de um segundo vídeo deverão ser divulgadas. As fitas mostram os criminosos desparafusando os quadros. Os funcionários da fundação que foram rendidos devem ajudar na identificação dos criminosos, segundo informações policiais.
Os assaltantes gastaram R$ 12 em ingressos para cometer o crime. Três criminosos entraram no museu (foram R$ 4 para cada entrada) enquanto um quarto teria ficado no lado de fora. O assalto aconteceu às 12h30 de quinta-feira, num dos quarteirões mais policiados da Capital. A ação durou 10 minutos e os criminosos saíram pela porta principal, no Largo General Osório. Foi o primeiro roubo registrado em um museu estadual paulista.
Sem esconder o rosto, os criminosos levaram telas que, juntas, são avaliadas pela Secretaria estadual da Cultura em cerca de R$ 1 milhão. São duas obras do pintor Pablo Picasso – O pintor e seu modelo (1963) e Minotauro, bebedor e mulheres (1933) -, a gravura Casal (1919), de Lasar Segall, e o quadro Mulheres na janela (1926), de Di Cavalcanti. Elas integram o acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky e fazem parte do maior conjunto particular de arte moderna no Brasil. Estavam emprestadas por comodato (temporariamente) à Pinacoteca, que não tinha feito seguro contra roubo das obras.
As imagens do trio foram gravadas pelo circuito interno do museu e analisadas pela Polícia Civil na quinta-feira. Dois retratos falados dos suspeitos foram divulgados. Um deles é mulato, e tem 1,70 m e aparenta 25 anos. O outro é negro, de 1,60 m. O terceiro deve ser concluído hoje. As mesmas pessoas tinham sido filmadas na semana passada observando as obras da Estação Pinacoteca , antigo prédio do Departamento de Ordem Polícia e Social (Dops), órgão da Ditadura Militar. O local fica a poucos quarteirões do Quartel General da PM, do Palácio da Polícia Civil e da base da Rota.
As fitas entregues à polícia mostram dois assaltantes caminhando com as telas em duas sacolas brancas de pano. O crime aconteceu seis meses após o furto de dois quadros no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Chahin contou que os ladrões, um deles armado com uma pistola, subiram de elevador direto para o segundo andar. Lá, renderam três funcionários – dois eram vigias desarmados. Em seguida, fizeram uma atendente deitar no chão e a ameaçaram com a arma. Enquanto um criminoso ficou com a atendente e os vigias, os outros desparafusaram as obras da parede com chaves de fenda. Não havia visitantes na sala.
Três homens, um deles armados, invadiram a Estação Pinacoteca e levaram as obras que estavam expostas
Duas obras do pintor espanhol Pablo Picasso (1881 – 1973), uma gravura do lituano naturalizado brasileiro Lasar Segall (1891-1957) e outro quadro do brasileiro Di Cavalcanti (1897 – 1976) foram roubados, nesta quinta-feira, 12, na sede da Estação Pinacoteca, onde acontecem exposições do acervo da Pinacoteca de São Paulo. Segundo as primeiras informações, a ação foi cometida por três homens, um deles armado, que entraram sem máscara. As imagens foram gravadas pelo circuito interno de TV e a polícia pretende fazer um retrato falado dos homens.
‘Mulheres na Janela’, pintura de 40X49, de Di Cavalcanti, 1926
Três delegados e dez equipes da Polícia Civil acompanham as investigações no local. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) deve realizar uma entrevista coletiva no final da tarde desta quinta-feira, para dar mais informações sobre o roubo. Segundo estimativa de policiais, o roubo deve ter durado aproximadamente 10 minutos, por volta das 11h30. Três funcionários foram rendidos pelos homens. Os criminosos estavam com uma sacola, onde armazenaram as obras de arte. Depois disso, saíram. A polícia suspeita que pelo menos um terceiro comparsa tenha dado cobertura aos outros dois, na saída do local.
Segundo a polícia, as obras levadas foram: Mulheres na Janela (1929), o óleo sobre cartão de Di Cavalcanti, O Pintor e seu Modelo (1963), gravura de Picasso; Minotauro, Bebedouro e Mulheres (1933), gravura de Picasso e Casal (1919), guache sobre cartão de Lasar Segall. A Estação Pinacoteca é um local de exposições da cidade de São Paulo, mantida pelo Governo do Estado de São Paulo. Fica localizada no centro da cidade, no Largo General Osório, no bairro da Luz, ao lado da Sala São Paulo e da Estação Júlio Prestes.
Casal, de Lasar Segall, guache de 1919
Segundo nota oficial da Secretaria Estadual de Cultura, as obras foram levadas por três homens armados que renderam os atendentes. Os quatro trabalhos têm um valor aproximado de R$ 1 milhão. A secretaria deve se pronunciar após a conclusão das primeiras investigações. O edifício da Estação Pinacoteca permanecerá fechado no resto do dia desta quinta e reabrirá na sexta-feira.
O prédio foi inaugurado em 1914. Antes de se tornar esse espaço cultural, o prédio pertenceu à administração da Estrada de Ferro Sorocabana. Durante o período da ditadura militar, o local se tornou sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), para onde eram mandados os presos políticos. Em dezembro do ano passado, três quadros foram levados do Museu de Arte de São Paulo (Masp). As obras levadas foram O Lavrador de Café, de Cândido Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso. Na ocasião, quatro homens foram presos e chegaram a acusar o presidente do museu, Júlio Neves, de participar da ação. A polícia alegou que a afirmação dos suspeitos era para despistar as investigações.
Minotauro, bebedor e mulheres, de 1933, de Picasso
A cidade de São Paulo ocupa a 3ª posição na América Latina e a 56ª no mundo em um ranking dos 75 mais importantes centros de comércio global realizado a pedido da empresa MasterCard.
Na América Latina, São Paulo fica atrás de Santiago, no Chile, e da Cidade do México, e à frente de Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina.
O Rio de Janeiro também aparece no índice, ocupando a 65ª posição global, fazendo do Brasil o único país da América Latina e Caribe e ter duas cidades no ranking.
O MasterCard Worldwide Centers of Commerce Index leva em conta sete aspectos para avaliar o papel de cada cidade no comércio global: sistema político e legal, estabilidade econômica, facilidade de fazer negócios, fluxo financeiro, centro de negócios, fluxo de criação e informação do conhecimento e o que o estudo chama de livability, que inclui qualidade de vida e acesso a serviços básicos entre outros sub-indicadores.
Em uma análise dos pontos obtidos pelas cidades brasileiras em cada um dos itens levado em consideração, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um melhor desempenho no aspecto livability e o pior em relação ao fluxo de criação e informação do conhecimento.
O estudo foi desenvolvido por uma equipe de acadêmicos especializados em economia, negócios, estudos urbanos e finanças.
Ásia e Leste Europeu
No topo da lista, com um sistema legal estável, transparência na regulamentação dos negócios e grandes fluxos financeiros, está Londres, seguida de Nova York, Tóquio e Cingapura.
Mas o índice, realizado pelo segundo ano consecutivo, ressalta a crescente importância de cidades asiáticas e do Leste Europeu, como Xangai, Mumbai (Bombaim) –capital financeira da Índia, Moscou e Praga.
“O Índice serve como um mapa para empresas que buscam um caminho para ter uma presença global em um mundo onde cidades, e não nações, têm se tornado os jogadores econômicos primários”, disse o presidente da divisão de Global Markets da MasterCard Worldwide, Walt Mcnee.
“O estudo mais uma vez oferece informação importante sobre como a paisagem econômica urbana está mudando e, à medida que nos aproximamos do fim da primeira década do século 21, a importância crescente de cidades emergentes, especialmente na Ásia e no Leste Europeu”, disse Mcnee.
Xangai, por exemplo, subiu oito posições no ranking, mais do que qualquer outra cidade, passando a ocupar o 24º lugar. “Xangai está bem posicionada para ocupar um lugar entre as três mais importantes cidades no mundo nos próximos 15 ou 20 anos”, disse o diretor do MasterCard Worldwide Centers of Commerce, Michael Goldberg.
Por outro lado, Moscou mostrou a maior melhora em termos de pontuação e teve o ganho mais significativo em comparação a Londres desde o ano passado.
O estudo também revela o relativo declínio na importância das grandes cidades americanas. Los Angeles deixou o grupo dos dez melhores centros de comércio global, e Nova York e Chicago são as únicas duas cidades da América do Norte nessa faixa.
Estão marcados para hoje, às 13h30, os interrogatórios de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri da capital, situado no Fórum de Santana. Eles serão ouvidos como réus do processo que investiga a morte da menina Isabella, de 5 anos, filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina. O casal é acusado de homicídio triplamente qualificado.
Durante os interrogatórios, feitos separadamente, o casal falará, basicamente, o que já foi dito à polícia. O juiz perguntará sobre a vida deles, o dia do crime e a morte de Isabella. Em seguida, ambos terão de responder a perguntas feitas pelo promotor Francisco Cembranelli e pelos advogados de defesa.
Segundo a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), uma pista da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, onde fica o Fórum de Santana, teve sua interdição determinada entre 21 horas de ontem e o fim do dia de hoje, para que os carros de transmissão ao vivo das emissoras de TV possam se posicionar. A imprensa não terá acesso à sala de audiência.
Pessoas dormem nas ruas após alerta de novo tremor; homem é resgatado após mais de 179 horas soterrado
Ma Yuanjiang é retirado pelas equipes de resgate depois de mais de uma semana
A China informou nesta terça-feira, 20, que o número de mortes provocadas pelo forte terremoto que atingiu o país subiu para mais de 40 mil somente na província de Sichuan. Os números, divulgados pelo Centro Nacional de Controle e Prevenção de Desastres, mostram ainda que mais de 247 mil foram feridos pelo tremor de 8 graus de magnitude que atingiu o país no dia 12 de maio.
Anteriormente o número oficial de mortos era de 34 mil pessoas, embora autoridades afirmem que o número total de vítimas fatais pode superar os 50 mil. Pequim afirmou ainda que enfrenta problemas para dar abrigo para os mais de 5 milhões de sobreviventes, enquanto a região permanece em alerta pela possibilidade de novos tremores. Outras 32.361 continuam desaparecidas, segundo o gabinete chinês.
Na noite desta terça-feira (horário local), dezenas de milhares de pessoas dormiram nas ruas depois que o governo alertou para a possibilidade de um novo tremor de grande magnitude. O comunicado do Departamento Nacional de Sismologia, lido em cadeia nacional, provocou pânico, levando milhares de chineses a deixar suas casas em busca de áreas seguras. Munidas de travesseiros e cobertores, as pessoas lotavam carros que trafegavam pelas estradas que ligam a capital de Sichuan, Chengdu, a locais planos e abertos, na zona rural.
As equipes que trabalham no distrito de Wenchuan, epicentro do terremoto, conseguiram resgatar dos escombros de uma central hidrelétricas um homem que estava soterrado há 179 horas (sete dias e meio), informou a agência oficial Xinhua. Ma Yuanjiang, de 31 anos e um dos chefes executivos da central, foi resgatado por uma equipe da cidade de Xangai, no leste do país. Centenas de sobreviventes da tragédia conseguiram suportar a vários dias soterrados, apesar de alguns médicos assegurarem que as possibilidades eram mínimas após três ou quatro dias.
Apesar dos resgates e da crescente ajuda internacional, uma atmosfera triste marca a busca de corpos no segundo dia de luto decretado pelo governo, um gesto sem precedentes para os mortos, já que o luto é declarado apenas para os dirigentes nacionais falecidos, sendo que o último anuncio foi pela morte de Mao Tsé-tung. Por conta dos planos de enterrar rapidamente os cadáveres, o governo afirmou que está colhendo mostras de material genético para identificá-los posteriormente, segundo a Xinhua.
O governo estava providenciando abrigo temporário para as vítimas que não conseguiram abrigo em casa de parentes, mas há uma “necessidade desesperadora de tendas” para acomodar todas elas, disse a vice-ministra. “Apesar das generosas doações, o desastre é tamanho que as vítimas ainda têm pela frente o desafio de encontrar abrigo”, admitiu Jiang.
A China aceitou o enviou de médicos estrangeiros à medida que os esforços de busca por sobreviventes foram se convertendo em tratamento aos feridos e aos desabrigados. Médicos russos e taiwaneses já estão na área de desastre. O Ministério das Relações Exteriores do Japão anunciou que 23 médicos do país viajariam nesta segunda com destino à China. Também há médicos alemães e italianos a caminho, disse Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa.
Cruz Vermelha
A solidariedade com relação às vítimas do terremoto de Sichuan proporcionou à Cruz Vermelha da China as maiores doações de sua história. No final da noite de segunda, elas alcançaram US$ 392 milhões. “É a primeira vez que recolhemos tal quantidade de dinheiro em nossos 104 anos de história”, afirmou nesta segunda Wang Ping, subdiretor do Escritório de Resposta de Emergência da Cruz Vermelha da China.
A sede da organização em Pequim é muito movimentada, com várias pessoas que entram e saem para realizarem suas doações, e com funcionários voltados exclusivamente para contar o dinheiro recebido. Segundo Wang, a notável solidariedade com as vítimas se deve a quatro fatores: a transparência de informações que Pequim impôs desde o início, o minucioso acompanhamento da imprensa, a crescente responsabilidade social corporativa e a cada vez maior capacidade econômica do povo chinês.
A Cruz Vermelha da China, que conta com uma filial em cada uma das 31 províncias do país, além de algumas em Hong Kong e Macau, começou a investir o dinheiro recebido no que é mais necessário para as vítimas: tendas de campanha, água potável, alimentos e remédios. No entanto, a organização não supre todas as necessidades, apesar de contar com um milhão de voluntários que garantem que o trabalho não seja interrompido nunca durante as 24 horas do dia.
“Necessitamos de mais mãos e mais pessoas especializadas, profissionais. Temos voluntários, mas necessitamos de mais especialistas em ajuda de emergência”, reconheceu Wang na sede da organização em Pequim.